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Os “Por ques?” e “porques” Me pego contestando os “porquês” dessa vida. O “porque” do Sol nascer todos os dias, o “porque” da lua brilhar tão linda em meio à noite. Qual o motivo de um abraço carinhoso? Qual o motivo de uma discórdia sem fim? O que nos leva a nos abismar com as coisas erradas e intoleráveis, mas nunca ou quase nunca fazermos nada para mudar?
O “porque” é compreensível, porém, é limitado numa angústia superior às palavras ou respostas. São tantos caminhos a seguir, tantas escolhas a tomar. Todas elas geram dúvidas, questões que nos inquietam durante toda a vida, onde alguns arrumam soluções somente perto do fim, ou levam-nas para o túmulo. Há dias inquestionáveis. Tudo passa tão rápido que não percebo nem a luz do dia indo embora sem um “tchau”, em contra partida há dias (como esse que estou escrevendo algumas coisas para desabafar com alguém) que tudo parece me dar uma direção, um sinal, me fazendo enveredar aos mais absurdos rumos e idéias, viajar para muito longe sem sair desse pouco vocabulário; é como uma agulha que incomoda, onde dificilmente se esquece da dor. Agora eu me pergunto, qual o “porque” de tudo isso? Qual o “porque” de sentir os meus passos no chão, de sentir a chuva caindo do céu, o vento tocando o meu rosto? Qual o “porque” de chegar e dar um “oi” sorridente, ou um “oi” triste? Qual é a diferença? Qual o “porque” de não abraçar e beijar? Qual a circunstância que me comove além de uma notícia triste que perdura ao máximo 4 ou 5 minutos de audiência? Mas afinal, por que eu sei de muitas coisas e as deixo para traz? Por que eu não amo no momento em que a vida me dá possibilidades? Por que eu ignoro, se depois eu vou pedir perdão? Por que eu não perdôo, se também preciso me redimir? Por que eu machuco, se ainda curo feridas abertas no meu peito? O “porque” de muitas coisas não é um enigma. Para todas as questões existem respostas, basta apenas saber o “porque”.
Escrito por Lá de fora às 00h59
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