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Apenas os brilhos de uma noite Quem dera sempre fosse assim, as estrelas se despindo com tanto charme para mim, refletindo toda a perfeição somente aos meus olhos. O céu é sublime, é uma imensidão de inspiração, e com seu ar Divino sopra um vento aconchegante como um afago, como um carinho de mãe ou coisa assim. Uma voz sublime fala mais alto do que minhas loucas idéias, mais alto que o barulho dos carros, mais alto que o alarde de uma cidade em chamas. Realmente eu sou um privilegiado por ter tudo isso só para mim; um céu repleto de amor e piedade para com um pobre mortal como eu sentado na calçado de uma rua vazia. Um êxtase infinito junto ao tamanho do universo, junto ao sentimento que nasce em mim quando abraço esses ares. Me sinto imortal. Nessa noite de “portas abertas” tudo está apagado, a Lua dita o compasso do tempo, rumo e direção. Como uma princesa loucamente apaixonada, sedenta para amar, fita seus olhos em mim me capturando sem nenhuma chance. Impossível resistir a tanto charme e sedução. Os raios de seu rosto são belos e brancos como a neve. Com um sorriso sincero me contagiam por completo. Ela é a pivô de um romance sem igual, traz consigo todos os mistérios de uma galáxia tão grande quanto um coração aclamado por seus beijos e abraços. É tão lindo o raio de luar, imponente e firme, sem cair no chão. Desmente todo aspecto fútil de um rosto triste inerente à dor, despertando uma alegria imensurável. Não há como negar, sou coagido pelas suas cores, por sua forma deslumbrante. Porém o mais engraçado é que não escrevo sobre essas maravilhas apenas por que as vejo, mas também por que transcendem dentro de mim a magnitude de sentir um conforto sem igual. Não importando a distância ou o fato de estarem numa órbita inalcançável pelas minhas mãos, e sim a reação inexplicável vinda do céu com o cintilante das estrelas e da lua as quais são os brilhos de uma noite.
Escrito por Lá de fora às 02h00
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