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Intelectualmente burro é o futuro da nação A tônica mais uma vez se volta ao âmbito social, àqueles que de uma forma ou de outra criam suas próprias verdades e constroem para si um sistema de vida moderno despedaçado aos passos da evolução. Quero um dia, ou melhor, sonho em um dia encontrar as pessoas refletindo sobre seu futuro, sobre os desejos do coração, sem a companhia indesejada do egoísmo, do individualismo os quais são combustíveis de venenos prontos para deflagrar a convivência nessa massacrante rotina. Para tudo existe um começo, um ponto culminante de onde brotam as idéias, boas ou ruins que nos seguem durante toda a vida. Todos sabem que a juventude é o tempo de plantar e colher tais idéias, e de maneira muito fértil e corriqueira nascem, crescem e morrem pensamentos de coisas enfurnados em nossas mentes; hora ou outra algo fica guardado e começa a ter consistência, iniciando a construção do caráter de um cidadão comum. Volto a comentar algo sobre a juventude de hoje em dia (não me excluindo), talvez minhas palavras sofram um “Déjà vu” de paradigmas, porém nada é tão novo e nada é tão velho. Muitos jovens nesse padrão de “monovida” estão se tornando servos passivos do sistema social, aceitando a subordinação imposta nos raciocínios e intelectos. Pensar ou lutar por um ideal já está ficando um pouco distante, nostálgico. Não falo de ser “isso” ou “aquilo” e sim a forma, como ser “isso” ou “aquilo”, pela vontade da própria opinião. É normal ver moças e rapazes ditando a moda numa classe robusta e visoça, mas nada passa de uma variedade de igualdades, uma mocidade servindo de espelho para o ridículo. Sãs as mesmas calças coladas nas pernas, a mesma franja penteada na testa com cuspe de vaca, as mesmas fotos, os mesmos programas, a mesma dança, e o mesmo olhar sobre a vida, o mesmo olhar sobre tudo que esperam ou que acontecem à frente dos próprios olhos. Sempre se ouve a tal frase, “O jovens são o futuro do País”, até a minha mãe já me falou que ela cresceu ouvindo essa mentira fajuta. Sim, uma mentira tradicional para acariciar o ego dos tolos e confortá-los numa impotência e conformismo; pensão eles: “Já que somos o futuro, não há mais nada a fazer?”. Pronto, chegamos ao presente. Vivemos tal tempo, onde o futuro para a juventude “cibernética” conclui-se apenas num “país de todos”, sem esboçar qualquer reação de desagrado ou desconforto com a bolha maldita. Chegaram ao ponto de ter o domímio da tecnociência; novidades, Era digital, celulares e minúsculos aparelhos de orgasmo, mas não são capazes de deixarem transparecer algum ato heróico de mudança, isso sim é o futuro; e convenhamos há muita coisa para mudar. Quando passam em suas frentes as criancinhas famintas ou pai de família desempregado, no máximo se ouve: “Ah que pena” e logo se esvai o instante de piedade, então trocam de canal procurando mais um “reality” imbecil ajustando o “trazeiro” no sofá. É um paradoxo; tanta informação, mas pouco conhecimento. Essa é a fabrica em série de intelectuais burros, pois é muito mais fácil fechar os olhos e não denunciar o mal impregnado como parasitas encefálicos. Assim é possível ser feliz sem ser incomodado com isso. Num ato épico eu ainda espero e sonho nesse presente imperfeito, o qual já acontece cheio das mesmas novidades, que todos (não me excluindo) reflitam sobre os desejos do coração. Não apenas roam a vida como pequenos ratos psicopatas, mas longe de suas próprias verdades e das mentiras insanas, colham suas ideias de maneira fértil e consistente, para construção de um caráter digno de ser intitulado “O futuro da nação”.
Escrito por Lá de fora às 00h26
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