A Alta Sociedade

 

Noite pouco fria, luzes, música, telão, gente bonita, um lugar agradável e descolado; todos esperando por alguma coisa, ansiosos para o encontro, com que, eu não sei, mas a noite pedia um encontro, aquele com um friozinho na barriga, afinal de contas “a elite” estava por lá. Bom, qual “elite” era essa, eu não sei.

 

Brindavam uma alegria de um jeito tão forte, como se nunca tivessem visto aquilo, tudo parecia fenomenal a aqueles olhos, descontentes ao fundo. O nível de felicidade se tornava cada vez menor na medida em que a fome de um “nada” crescia na intensidade que eram apreciados os copos de “Smirnoff".

 

Fico imaginando, aonde queriam chegar? Não que eu seja contra, diversão, alegria e etc etc etc, mas o que fica em questão é, o por que paga-se muito pelo que vale muito pouco? Coisas que ficam para trás na ultima noite, perdidas lá, onde demonstram seus lados “socialite”; talvez não precisassem nem de Blushs e Batons.

 

Procuro dar valor aos bons papos com os amigos, aaaaaaaa, esse aí, nada se compara, é algo sincero sem mentiras de onde saem muitos risos, é uma galera que te abraça na festa “maneira” ou na rua movimentada, isso é o que ainda vale a pena. Já essa sociedade dos altos padrões (diga-se de passagem, estão baixíssimos) se preocupa com a boa aparência, com o foco das luzes, com o flash das câmeras, com o gelo nos copos, tudo para impressionar um outro alguém que age de maneira recíproca, Torna-se um impasse fútil, ridículo a meu ver.

 

Creio que o que agente precisa, não é de muito, porém algo bem mais além de uma noite de luzes, bar-mans, frutas, e uma vida inventada só por um tempo, por uma horinha; falsos seres ludibriando outros falsos seres, uma salada sem gosto. EKAA!

 

Mentiras inusitadas, sorrisos amarelos, felizes e cheios de amargura. Quando irão aprender a não mentir pra si mesmos, não mentir para seus antepassados, nem para seus sucessores, também não mentir para suas próprias consciências, pintando suas dores por trás dos panos.

 

A felicidade é simples, sem grandes discursos, sem as escolhas das roupas, dos brincos, das jóias, dos cabelos, dos sapatos, das gravatas, da demagogia coberta de maquiagem, sem “tapiar” seu mau cheiro com perfumes caros.

 

O espetáculo da Alta Sociedade é um palco montado para inventar ser o que não são, é uma forma de acariciar o ego de alguns bebês chorões, baseado naquela história “a mentira dita várias vezes torna-se verdade”, e isso já é o bastante para eles acreditarem. De qualquer maneira continuam não vendo o óbvio desse falso glamour; formam uma Alta Sociedade sem ao menos alcançar o primeiro degrau de realismo.



Escrito por Lá de fora às 23h49
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 




  Cis
  Olhares - Willian Costa
  Blog da Evelyn
  Disfarce
  Blog do Rubens
  Emerson Bahia
  Noga Blog
  Rádio Zone
  Blog da Thaís
  KIMARE
  Marluci Stein