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O tempo não pára Essa semana passou "voando”, estou sem tempo pra nada e não consegui fazer absolutamente nada, muitas coisas incompletas. Fico pensando, como o tempo passa, voa, corre, enfim, como ele consegue me deixar para trás, me fazer de retardatário. Esse limite de tempo que tenho hoje me limita a fazer algumas coisas que eu nem quero e deixar as outras que realmente quero pra depois. Paralisa o meu “futurinho” de amanhã de manhã, tanto tempo o tempo me faz perder, não pelo meu descuido, mas pela ação eficiente do movimento instantâneo dos meus dias atuais. Dizem que depois dos dezoitos anos tudo passa mais rápido, eu não acho isso, creio que passamos a enxergar as coisas numa ótica mais concreta, precisamos ver para acreditar, é o tal do “ver para crer”, afinal, quando se chega aos dezoito anos, todo mundo se pergunta como será o amanhã para si, e acaba entrando na roda, nessa condição de viver em função das horas, submetidos à busca das falsas verdades dentro desse contexto de “tempo é dinheiro”. No entanto por que vivemos condicionados a isso, a essa busca sem lógica, por algo efêmero, na liberdade da escravidão contemporânea? Mas o tempo não pára e tudo passa com ele; quando digo que estou sem tempo, é quando aquele tempo que eu tinha passou tão rápido que não me deu tempo de ver o tempo passar. Entendeu? Acho que não, pois eu também. Não entendo como isso para mim se torna algo horripilante, sim, horripilante, assustador, olhar a vida, as pessoas, o amor, os sonhos, e tudo mais ao meu redor passando num piscar de olhos, no tic-tac do relógio. Sempre comento com alguém sobre isso, sobre como tudo passa muito rápido, até já citei alguma coisa aqui no Blog, parece até um conversa tola, bom, há quem ache isso, entretanto fico imaginando (pra isso eu tenho tempo) o que estamos plantando nessa jornada “temporal”. Os dias são feitos de instantes, onde o relógio é o coração do mundo, se ele parar todos morrem, um infarto global, é nesse compasso onde vemos a hora de ir embora, de chegar, de partir, de andar, de trabalhar, de criar, de fazer, de montar, de falar e etc... tudo muito bem “organizado”, da maneira que tem que ser. Mas que maneira? Sendo que nossa ambição se faz maior que as horas do dia. Quem dera em cada um dos gritos dos ponteiros tivéssemos a certeza do “futurinho” de amanhã de manhã, mas isso agente não tem, ninguém enxerga “um palmo à frente nariz”. É nisso que o meu “Enter” fica apertado. Não deixemos o tempo nos subornar com sua razão, uma falsa verdade da realidade de amanhã. Eu tento não me esquecer dos instantes, do agora, planto para não colher com meus próprios olhos, e nem voltar ao “ver para crer”; quero deixar o tempo passar em sua velocidade absurda e todas as ambições de cada dia sem me preocupar, só assim não sou (mais) levado por ele. Que para cada um de nós, todo momento se torne único, sublime, traga saudades e boas vindas aos outros momentos que nos aguardam. Isso tudo antes do tempo passar.
Escrito por Lá de fora às 00h34
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