Fragmentos de uma Liberdade Bem Vinda

 

Meu protesto é sem cartaz • é de cara limpa • pra dizer novamente • que a estupidez da religião • nada faz • a não ser limitar • o poder de Deus • dividir as pessoas • roubar os pensamentos • acomodar a fé • ou até mesmo • faze-la de peça de xadrez • pintando o rosto • fazendo o Sete • e depois repetem • pra ninguém esquecer • “A religião de um deus faz bem um você”

 

Essa é sua boa vontade? • “Eu sou bom, você é bom” • mas isso é verdade?

 

Liberdade Bem Vinda

 

Viva a nossa realidade • já que aprenderam • a prendê-lo num armário • lançam mentiras • mesmo sendo ao contrário • mas o que se diz ou contradiz • pouco importa • bate naquela porta • e ela se abrirá

 

Ele estará lá • dentro de um quadrado • algemado pela ação • eficiente • da manipulação • de suas mentes • e quem mente • de repente • pode não enxergar • logo no seu esquema • impossível Ele entrar • não pode comprá-lo • nem o convence-lo

 

Com sua bondade • insana • e estúpida • sem zelo

 

Incoerentes • longe de Deus • não da pra engoli-los

 

Rejeitados • pelo estomacal eficaz • da justiça sem curvas

Girando Cem (sem) voltas • sem fuga

 

“Eu era bom, você era bom” • me desculpem • mas nem isso é verdade.

 

Liberdade Bem Vinda.

 



Escrito por Lá de fora às 23h55
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Não ser, ou ser humano

 

Tempos aonde a informação chega a qualquer momento em nossos ouvidos, num instante sabemos de tudo que se passa ao redor, claro, mesmo não dando muita importância, sabemos. Da mesma forma é muito fácil chegar até nós, os “amigos” vindo de todos os lugares, Norte, Sul. Leste, Oeste, de vários cantos do Mundo.

 

É a tecnologia, nos trazendo pessoas, compartilhando os mesmos gostos, as mesmas idéias, e nem precisa estar tão perto, é só se “conectar” e logo seus amigos estarão ali; é isso se eles não estiverem dormindo, almoçando, despreocupados, ou até mesmo sem vontade de ter uma “boa” conversa com alguém, basta ver o “status” estampado em suas testas, então fica difícil bater um papo legal, e trocar sorrisos e emoções vitais. Porém logo um desses acorda e poder estar on-line com você, com conteúdos e fatos atualizados e interessantíssimos. 

 

Me sinto desentusiasmado em forma de epopéia com essa geração, a geração que infelizmente eu faço parte, a qual tudo é mastigado pelas facilidades ultrarobotizadas, colocadas goela baixo sem ao menos provar do saber de algo relevante.

 

Na onda das facilidades de ter tudo de bandeja, vão crescendo como uns bebês chorões, e mimamos, com pouca capacidade de raciocinar; mas também não existe um motivo concreto e real onde os leve a uma opinião realmente útil, o jornal das 8 mostra o que é correto ou não, a novelinha semi-infantil e quase adulta dita um comportamento descolado, e a internet faz ter o mundo em suas mãos.

 

Sobre essa geração globalizada, ficam os fatos acentuados a cada tecla, a cada canal trocado. O romantismo, o afeto, o carinho, é apagado pela informatização do pouco que resta dos corações. Prazeres virtuais chegam ao seu ápice com a aproximação do ser humano, feita através da distância que a tecnologia traz, sem contato, sem olhar, sem abraço, sem o calor de ser um humano. 

 

Será que hoje em dia conseguem sair nas ruas e fazer amizades do jeito antigo? Não deve ser tão difícil, e além do mais nem precisaria pedir à outra pessoa te “add” e nem perguntar se ela te aceita, bastaria um encontro informal, coisa de civilizados.

 

Criamos a tecnologia para auxiliar nossas vidas, e agora a tecnologia nos cria. Perde-se o valor das coisas sentimentais, daquilo outrora o ser humano era capaz.

 

Essas mentes brilhantes, uma “obra-prima cidadã”, montam como quebra-cabeça o futuro dessa sociedade de uma forma ou de outra "organizada", e, aliás, um futuro tão incompreensível, não cansa de não chegar, remetendo à um presente contínuo de fatos infinitos. Os globalizados ironicamente continuam atrasados em um futuro, controverso a uma geração de “criançasjovensadultovelhos”. Fixados como estandarte de um tempo, onde o tempo não cessa, mas infecta de maneira sutil, retardando qualquer forma imaginária de pensamento progressivo. Um retrato absoluto da anestesia em suas mentes. Restando assim, limpar na toalha de contradições, restos de cérebros escorrendo pelo nariz.

 



Escrito por Lá de fora às 01h01
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