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Uma carta
Por Jean Carlos e Willian Costa Você diz que não me ama Jogou minhas cartas fora E nem sequer voltou Para dizer um adeus. Assim tanto faz, assim há de ser. Se não tenho nada mais O que me resta pra vencer, sem você? Numa noite tão vazia Quase um frio tão profundo A lua já não brilha E se escondeu do meu mundo De um lado para outro Já não sei onde correr O caminho é estreito Nem consigo te esquecer No meu mundo tão estranho Sem a tua luz Onde o brilho dos seus olhos É a voz que me conduz Vem ditando o batimento Desse louco coração Derramando essas lágrimas Desfazendo o meu chão Sem prefácio, imprevisível. Na distância indigesta A certeza onde se fez Uma vida quase certa O relógio dita o tempo Esse tempo te afasta Vem voando como vento Não te vejo tudo passa. Hoje li uma das cartas Das quais não entreguei Uma vida lado a lado, Escrevi, nela implorei. A dúvida de um medo Me impediu de ser feliz De viver a minha vida A ventura que eu quis
Nunca deixem de entregar uma carta! 
Escrito por Lá de fora às 00h13
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